quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Lupas eletrônicas ajudam alunos com baixa visão em sala de aula.
Por: Leila de Oliveira 
Polo The Best - Belo Horizonte
Data 31/08/2017


Fonte: Centro de Reabilitação Louis Braille

Uma escola na cidade de Contagem inova e utiliza lupas eletrônicas na educação de alunos com necessidades especiais. O dispositivo simples e barato está sendo usado em sala de aula por estudantes com baixa visão.

O professor de matemática Matheus Solidário e a professora de Português Patrícia Caridade, da Escola Municipal Dona Maria Educadora tem em comum dois alunos do AEE (atendimento educacional especializado). Os alunos Lucas de 12 anos e Clarisse de 11, possuem baixa visão e não conseguem acompanhar bem as aulas pois não enxergam as letras e imagens dos livros. Para ajudar as crianças, os professores inovaram e trouxeram para a escola equipamentos que vão ajudá-los a ler e entender melhor os conteúdos de todas as disciplinas estudadas em sala de aula.Trata-se das lupas eletrônicas que possuem um sistema de ampliação da imagem. Com este equipamento os estudantes podem ampliar as imagens dos livros e cadernos, obtendo assim uma visão mais confortável para estudar.

Os professores entendem que a tecnologia está aí para auxiliar cada vez mais o ser humano em diversos setores da vida. As tecnologias podem e devem ser utilizadas para melhorar a qualidade no aprendizado de todos que necessitarem. De acordo com a professora Patrícia, hoje existem ferramentas que podem proporcionar maior independência e autonomia para pessoas com algum tipo de necessidade especial, isso deve ser explorado cada vez mais e essas ferramentas devem
estar presentes nas escolas para auxiliar professores e alunos numa educação mais dinâmica e de qualidade.

Os profissionais explicam ainda que para obter sucesso na educação não basta atingir apenas os alunos considerados ¨normais¨, a educação deve estar ao alcance de todos e por isso pais, professores , poder público e a comunidade devem tentar sempre transpor as barreiras que existem nos casos em que os estudantes necessitam de auxílio especial para aprender.

De acordo com a senhora Lúcia Viabilidade diretora da escola, os professores Matheus e patrícia são exemplos a serem seguidos. Não foi fácil conseguir os equipamentos, pois embora as Lupas eletrônicas sejam de baixo custo havia a necessidade de adquirir também os computadores para adaptá-las. Tanto as Lupas eletrônicas como os computadores foram conseguidos através de campanhas na cidade. Segundo a direção houve uma parceria entre pais e professores que acabaram conseguindo doações feitas por pequenos empresários da região.A diretora ainda destaca o descaso do poder público frente à resolução das questões que envolvem a educação com o auxilio da tecnologia assistiva. Para ela se o poder público oferecesse apoio às escolas, disponibilizando equipamentos como os que eles conseguiram e também para outros tipos de necessidades de alunos especiais, a educação inclusiva seria mais efetiva em todas as escolas. Lúcia afirma que  muitas vezes os profissionais ficam impossibilitados de fazer uma intervenção educativa de qualidade por falta de equipamentos adequados.

No Brasil existem cerca de 4 milhões de deficientes visuais de todos os tipos. Muitos são totalmente cegos, no entanto outros possuem baixa visão ou visão subnormal. Aqueles que possuem visão subnormal ou baixa visão podem utilizar as lupas eletrônicas como auxilio para leituras de textos e imagens através de uma tela de computador ou monitor de televisão. As Lupas eletrônicas é um sistema de ampliação, semelhante a um mouse de computador. Passando o aparelho sobre os textos no livro ou no caderno a lupa aumenta o tamanho da imagem de forma expressiva cerca de 40 vezes ou mais o tamanho do texto ou da imagem, assim é possível à pessoa com baixa visão enxergar. Na escola o aparelho auxilia tanto o aluno aprendiz como também o profissional educador a ensinar de forma mais prática e menos cansativa.

Hoje é possível encontrar diversos tipos de lupas eletrônicas, existem as que se assemelham aos smartphones, sendo portáteis, com luzes e possiblidades de zoom, ou os de mesa que podem ser ligados a um notebook , computador convencional ou tela de televisão.Os preços são variados e geralmente acessíveis. Por se tratar de uma escola , os profissionais entenderam que a Lupa de mesa usada com o auxilio de uma tela de computador seria a melhor opção. Patrícia e Matheus destacaram ainda que a idade dos alunos foi levada em conta na hora de escolher o modelo de mesa para a instituição escolar.

Os alunos Lucas e Clarisse se mostraram muito felizes com a novidade, pois depois das lupas eletrônicas o aprendizado tem melhorado cada vez mais, os estudantes se sentem bem mais confortáveis e interessados, uma vez que se tornaram mais independentes na hora de ler e aprender os conteúdos dados pelos professores.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

TECNOLOGIA INFRARED ATRAVÉS DA PLAYTABLE


              

                    TECNOLOGIA INFRARED ATRAVÉS DA PLAYTABLE








A tecnologia tem possibilitado grandes avanços na Educação Inclusiva pois facilita o aprendizado e integração social das “diferenças”. Já que a Escola Inclusiva deve ser capaz de orientar o ensino e a formação tendo em vista a cidadania. A Playtable surgiu de duas empresas catarinenses ligadas a tecnologia e jogos educativos com criatividade e inovação para superar a crise.
Por isso a tecnologia infrared através da Playtable está sendo usada nas Escolas Públicas Municipais nas salas do AEE (Atendimento Educacional Especializado), no município de Friburgo (Meio Oeste), que já adquiriram 15 mesas. Elas são usadas nas disciplinas de: Português, Matemática, História, Raciocínio Lógico, Percepção, Melhoria do Desenvolvimento Cognitivo.
Os aplicativos são utilizados com crianças a partir dos 3 anos com deficiência motora ou psíquicas com Síndrome de Down (6 anos) e autismo (9anos) dentre outros. Pois o ser humano tem direito de conviver com outros sem discriminação. O professor precisa atingir objetivos com esta nova tecnologia e aplicativos, pois a mesa é interativa e multidisciplinar; mas saber que a inclusão é na escola e fora dela.
A Playtable dá aos alunos na escola, oportunidade de aprender brincando, mais rápido; pois usam a tecnologia e os aplicativos dirigidos por um profissional especializado, conhecedor da tecnologia, dos aplicativos, da proposta, para se chegar a uma aprendizagem inclusiva com êxito. Existe a socialização e integração entre todos, domínio da mesa, a frequência nas aulas é 100%, pois as aulas são dinâmicas. O comportamento também é notado fora da escola, pelas famílias, onde todos demonstram mais interesse em atividades domesticas simples.
            As vantagens da mesa são:
·         Aprendizagem coletiva, notas melhores.
·         Uso da tecnologia avançada em Escolas Públicas Municipais.
·         Frequência de 100% nas aulas dos alunos da inclusão.
·         Diminuição de tempo para aprendizagem (processo que durava 6 meses para 2 meses)
·         Maior facilidade para cálculos que eram considerados “chatos” agora são divertidos.
·         Atividades lúdicas bem interessantes.
·         Não existem testes padronizados, mas aplicativos diferenciados e pedagógicos, aplicado por profissionais especializados.
·         Faixa etária de atendimento é bem diversificada “O uso da mesa digital facilita a inclusão de diferentes tipos de “deficiência” ou (diversidade)”.
Desvantagens:
·         Valor da Playtable R$ 8.000,00 a R$ 10.000,00 cada mesa, dependendo da configuração.
·         Nem todas as escolas possuem capital para compra.
·         Apesar de ser usada para inclusão, o atendimento por enquanto é somente para alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
·         Não existem salas e espaços definidos para exercício das atividades da Playtable em todas as Escolas Públicas Municipais.
·         O equipamento só está disponível em 350 escolas públicas municipais espalhadas pelo Brasil.
Site: playtable.digital.tablewitheducationalgames
 Mesa digital uma tecnologia para inclusão digital

SÍNDROME DE DOWN:O TEMPO DE CADA UM

Por: Thais Fernandes da Fonseca, RU: 1726288 / Maria de Fátima Oliveira Soares, RU: 1802226
Polo - The Best/ Belo Horizonte
Data: 30-08-2017



Fonte:Google criança com Síndrome de Down/Ampulheta

   Maria é uma criança de quatro anos de idade e desde seu nascimento veio cheia de surpresas,foi quando chegou ao mundo que sua mãe Gabriela descobriu que ela tinha Síndrome de Down. Surpresas a parte durante esses quatro anos a mãe de Maria tem se dedicado a filha integralmente,pois muito mais que um cromossomo a mais no par de 21 a tornando uma criança diferente,Maria encontrou algumas dificuldades para desenvolver sua coordenação motora reduzida e a fala.
   Partindo dessas dificuldades sua mãe Gabriela tem buscado desde seu nascimento na fisioterapia e fonoaudiologia  ajuda para sua filha e isso implica buscar uma escola que a atenda de maneira a auxiliar  numa aprendizagem com êxito. E foi na escola da rede Pitágoras onde Maria está até hoje que todos os seus desenvolvimentos motores e da fala tem evoluído de forma surpreendente,para suprir as necessidades da sua aluna e tornar possível a realização de atividades educacionais a professora utiliza o aplicativo Boardmark que proporciona uma maior interatividade e  atenção ao acompanhar as atividades realizadas em sala de aula.
  Boardmarke é um aplicativo que serve para confeccionar materiais que posteriormente podem ser impressos como por exemplo escrita com símbolos. Através dele são confeccionados recursos de comunicação ou materiais educacionais utilizando símbolos gráficos fundamentais para a aprendizagem de alunos com a fala comprometida.Mas o aplicativo no caso da Maria é só uma ponte para o conhecimento, visto que, observação é a palavra chave  quando se fala em criança com Síndrome de Down e é através dela que ela aprende e se desenvolve. Tudo isso buscando trabalhar com atividades que foquem a realidade dessa aluna especial, de forma lúdica usar o teatro, a musica e sempre interagindo com os coleguinhas durante a realização das atividades e nesse sentido de inclusão a  participação da família nesse processo é de extrema importância  ao longo do caminho em busca da alfabetização e, além disso, na busca dessas crianças em se colocar no mundo.
   É preciso conhecer o aluno de maneira individual para perceber como cada um deles se desenvolve na aprendizagem e só assim serão valorizadas suas singularidades,visto que somos todos diferentes e por esse motivo cada um tem seu tempo para aprender a andar, a falar, a se alfabetizar e incluir é isso,respeitar o tempo de cada um. 

                                         TECNOLOGIA A SERVIÇO DA INCLUSÃO
Por  - LUCIA CARLINI MOGNATO, RU 1875719
Polo – BELOHORIZONTE
Data -  230/08/2017



                    Fonte: http://tecnologia.culturamix.com/noticias/tecnologia-como-inclusao-social


        Em dois( 2) de Janeiro de 2016, entrou em vigor a lei Brasileira de Inclusão,a partir daí diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e docentes tiveram que rever seus conceitos para gerir seus cronogramas escolares. Tiveram que buscar soluções que adequassem estas crianças ao ambiente escolar para que estes se sintam familiarizadas e que tenham facilidade e independência , independente da necessidade. A tecnologia vem como um suporte importante para estes novos alunos com deficiência.
       A proposta de usar a tecnologia é estimular de forma a chamar atenção destes alunos o aprendizado e conseguir conclui-los no ambiente escolar. Precisamos de ferramentas que as estimulem e as encorajam de uma forma lúdica para que assim tenham maior contribuição para o seu desenvolvimento. Com este novo uso tecnológico para a educação, os alunos terão uma maior flexibilidade no desenvolvimento motor. Assim também será trabalhado a paciência, uma maior atenção e também uma certa independência na hora de decidir.
        Não se pode também se perder somente na tecnologia, deve-se manter as atitudes cotidianas , como dobraduras, massinhas, tintas e outros, para que as crianças não usem a tecnologia sem nenhum objetivo ou em tempo integral, perdendo a essência de ser criança.
        É certo que a tecnologia por si só não basta. Muito dependerá de um corpo docente qualificado para assim aproveitar ao máximo e fazer a diferença, lembrando que a tecnologia não substitui atenção, carinho, amor e dedicação. 

MAIS UM PASSO PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA
“ As pranchas de comunicação estarão, segundo o Governo Federal, disponíveis já a partir da primeira semana de setembro”

Por Maísa das Graças dos Santos, 1576984
Polo THE BEST, Belo Horizonte

14 de agosto de 2017




Na última sexta-feira, dia 18 de agosto de 2017, foi aprovada depois de seis meses em discussão no Senado o Programa de Comunicação Inclusiva (PCI). O programa faz parte da comunicação alternativa (CA) e será oferecido a alunos com paralisia cerebral, com deficiências mentais e autistas em todos os níveis da educação.
Estudos apontam que no Brasil cerca de 1% da população geral, ou seja, milhões de pessoas apresentam dificuldades de comunicação severa, devido a danos neurológicos, emocionais ou cognitivos causados por paralisia cerebral, retardo mental, autismo, surdez e outros (PELOSI 2000). O objetivo do programa é tornar esses indivíduos com distúrbios de comunicação o mais independente e competente possível em suas situações comunicativas, podendo assim ampliar suas oportunidades de interação com outras pessoas, na família, na escola e na comunidade em geral.
Para que se alcance esse objetivo o governo federal irá disponibilizar, inicialmente, as instituições de ensino infantil e fundamental do estado de São Paulo um kit de CA gratuito contendo uma prancha de comunicação e um vocalizador, que “juntos iram ampliar o repertório comunicativo que envolve expressão e compreensão, tanto de alunos quanto de professores e através disso auxiliar na construção do conhecimento e identidade do aluno” diz Alexandra Amorim, doutora em educação assistiva.
A primeira e única, até o momento, instituição a receber o kit em uma fase teste foi a Escola Municipal Rita Caldeira Santos em Indaiatuba no interior de São Paulo, que possui em seu corpo estudantil quatro alunos especiais.
Dentre esses alunos está Gustavo Rodrigues de seis anos, autista, antes do kit se apresentava bastante agitado até mesmo para as tarefas escolares mais simples. Com a introdução do kit na metodologia curricular, a professora Eliana Camargo Silva juntamente com os pedagogos pôde criar um cronograma através da prancha, e com o vocalizador Gustavo pôde se expressar mais calmamente. A aposta era que ao se criar uma cronologia, o aluno ficaria mais calmo, uma vez que sabia o que aconteceria a cada hora e não havendo necessidade para ansiedade, que era uma das causas para sua agitação; O aluno assim, teria certo controle sobre suas atividades, sobre seu tempo; podendo melhorar a relação entre professor e aluno. Camila Rodrigues, 26 anos, mãe de Gustavo aprovou a proposta e ainda declara que também vai adotar a estratégia fora da instituição, vai criar uma prancha com seus afazeres em casa esperando obter resultados ainda mais positivos.
Outra atividade adotada pela discente foi a preparação de uma receita, onde em parceria com os alunos organizaram as figuras da prancha de acordo com o passo a passo da receita, explorando o léxico e estimulando a organização sintática de alunos falantes e não falantes
Para que se obtenha resultados ainda mais significativos, é necessário que não somente a equipe pedagógica trabalhem juntas, mas toda a comunidades em especial os pais dessas crianças, para que juntos consigam tornar esses indivíduos membros independentes e ativos da sociedade e dar mais um passo em direção a inclusão escolar.

“ Já possuímos alguns instrumentos que nos auxiliava na aprendizagem dos nossos alunos especiais, mas com a chegada das pranchas e do vocalizador a interação entre esses alunos e professores aumentou e melhorou significativamente; ainda temos um longo caminho a percorrer, mas um deles já foi dado; e são instrumentos interessantes porque podem ser adotados fora do contexto escolar, o que os torna bastante importante. Estamos bem esperançosos quanto aos resultados das outras escolas também. ”  Beatriz Lima, diretora da escola.

As pranchas de comunicação estarão, segundo o Governo Federal, disponíveis já a partir da primeira semana de setembro para todas escolas de São Paulo, seguidas por Rio de Janeiro, Minas Gerais e assim sucessivamente, até que todas as escolas do território nacional sejam atendidas, promete.
A prancha de comunicação será do tipo pasta de arquivo, contendo várias páginas de sacos plásticos transparentes e cada página representara uma prancha de comunicação temática e o vocalizador é um dispositivo eletrônico de gravação e/ou reprodução que vai auxiliar o aluno a expressa seus pensamentos, sentimentos e desejos pressionando uma mensagem adequada que está pré-gravada no aparelho. As mensagens são acessadas por teclas sobre as quais são colocadas imagens, fotos, símbolos figuras ou palavras, que correspondem ao conteúdo sonoro gravado; assim vai auxiliar sua comunicação no dia a dia e poderá ser utilizado em qualquer disciplina e adaptadas para qualquer atividade.
Desde que o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial promulgou em 2007, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma educação de qualidade para todos os alunos; vários avanços foram feitos para que esses objetivos fossem alcançados, o PCI promete auxiliar para o mesmo. E com o crescente avanço da tecnologia chegou a hora de transforma-la em instrumentos de trabalho, estudo e lazer das pessoas com necessidades especiais, oferecendo conhecimentos, autonomia e diversão. Como salientado por Francisco Godinho em seu livro (On line: Internet para necessidades especiais, 1999). “Para a maioria das pessoas, a tecnologia torna a vida mais fácil, para uma pessoa com necessidades especiais, a tecnologia torna as coisas possíveis. ”


terça-feira, 29 de agosto de 2017




ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS

Por: Paulo Mauricio Silva Coscarelli
Polo – The Best – Belo Horizonte
Data 28/08/2017



                                                           Fonte: osaogoncalo.com.br


Segundo o IBGE, existem no Brasil cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual e dentre estas, aproximadamente 20% são crianças e adolescentes. Considerando que a lei prevê que toda criança precisa ter, na prática, direito à educação de qualidade, então, aquelas portadoras dessa deficiência precisam de algum modo usufruir o direito de vivenciar perspectivas de crescimento e ingresso no ensino regular para que possam experimentar o desenvolvimento de todas suas potencialidades como indivíduos ativos, construtores de sua própria realidade e ainda, integrados e transformadores do contexto social no ambiente em que estão inseridos.

O acesso aos livros em braile já é uma prática consolidada, existindo editores especializados que produzem transcrições em braile de livros didáticos de alta complexidade como Química, Física, Matemática e Geografia, assim como livros infantis.

Para estes, a adaptação de imagens, gráficos e tabelas além dos desenhos são disponibilizadas para milhares de estudantes com deficiência visual e que hoje frequentam a rede regular de ensino.

Entretanto, há cerca de cinco anos foi trazida para o Brasil outra forma de produção de livros didáticos para alunos com deficiência visual que é o DAISY (Digital Accessible Information System), um formato digital que permite que as pessoas com dificuldades de leitura possam acessar um texto escrito e ouvir o material impresso.

O sistema foi introduzido no Brasil pela Fundação Dorina, que há mais de 70 anos se dedica à busca de incluir pessoas com deficiência visual na sociedade.
O formato DAISY, considerado um padrão internacional para produção de livros digitais, dotados de ferramentas de busca, navegação e pesquisa facilita muito o acesso ao conteúdo dos livros didáticos.

Hoje, em função da revolução no ensino de deficientes que este método trouxe, investiu-se muito no desenvolvimento de um sistema de produção de livros no formato DAISY, com grande diversificação de assuntos. Não falta bibliografia acessível em área de Direito, Psicologia, Pedagogia entre outros, facilitando a conquista de um diploma universitário por indivíduos portadores de deficiência visual.

Na busca de oferecer equipamentos de apoio para alunos que necessitam, a UNIPAR colocou em sua biblioteca um “scanner multióptico” que funciona a partir da transformação de textos em áudio. Assim, quando o aluno precisa ter uma informação contida em um livro, ele utiliza o scanner que após poucos instantes faz a leitura do texto para o estudante.

Já na sala de aula, o aluno com deficiência visual utiliza um notebook com programa de voz, e todo o material de estudo é colocado ali para que essa leitura seja feita durante a aula. Importante notar que este aluno passa pelo mesmo processo de avaliação e a mesma orientação que qualquer outro da Universidade. Na ocasião de uma prova, por exemplo, o professor entrega o teste através de um pen-drive para o aluno que então conecta o dispositivo no notebook. O programa faz a leitura em viva voz para o aluno. Este, por sua vez, responde às questões no próprio notebook, salva o arquivo no pen-drive e o entrega de volta ao professor, que irá então imprimir e corrigir a prova da mesma forma como faz com os demais alunos. Afirma-se que existe uma solidariedade e parceria muito grande entre todos, alunos e professores, tornando o ambiente muito saudável.

Paralelamente, investe-se em frequentes cursos de aperfeiçoamento de todo o corpo docente para melhorar cada vez mais o trabalho e proporcionar o melhor ensino possível dentro da universidade.

Infelizmente o scanner é caro e ainda são poucas as instituições de ensino que têm a visão de buscar a inclusão, disponibilizando para seus alunos equipamentos que facilitam a inclusão daqueles menos favorecidos.

Extraido de : evidosol.textolivre.org/papers/2015/upload/4.pdf
                     blog.stenomobi.com.br/?p=688
                                            





                                            





segunda-feira, 28 de agosto de 2017





APP PARA AUTISTAS PROMOVE SOCIALIZAÇÃO EM SALA DE AULA

Por Bernadete Neiva Nascimento Damacena, RU 1107098
Polo – The Best/BH
Data 30/08/2017



Fonte: https://www.reab.me/aplicativo-abc-autismo-tarefas-baseadas-na-metodologia-teacch/



Mônica Silva é professora da educação fundamental em uma escola particular em Maceió/Alagoas. Preocupada com a falta de interação de seu aluno Gustavo (8 anos), autista, com os colegas de classe, encontrou a solução com o uso do aplicativo “ABC Autismo". O aplicativo ABC Autismo, com mais de 40 mil downloads,  auxilia muitas crianças e adolescentes autistas com dificuldade no processo de aprendizagem. A ferramenta foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

O jogo, que é baseado na metodologia teacch, traz 4 níveis e 120 atividades. Nos 2 primeiros níveis a criança aprende habilidades como transposição e discriminação. A partir do terceiro nível, as atividades ficam mais complexas, exigindo um maior raciocínio por parte do usuário. O quarto e último nível do aplicativo é ensinado a repartição de sílabas, conhecimento de vogais e formação de palavras. O aplicativo tem uma interface simples, com cores suaves e som agradável, essencial para o autista que não suporta volumes altos ou luzes e cores fortes, o que torna as atividades prazerosas e desestressantes.  

Gustavo foi diagnosticado aos 3 anos com Síndrome de Asperger – um subtipo de Autismo. Segundo o site http://agenciabrasil.ebc.com.br o autismo é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro que se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com transtornos do espectro autista partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.

A professora queria uma atividade em que Gustavo pudesse interagir com os demais alunos e desenvolver algumas habilidades cognitivas. O aplicativo se mostrou uma ferramenta perfeita visto que, segundo a professora “Gustavo participa bem com os colegas e tem total autonomia para resolver as atividades propostas, o que ajuda a evitar distrações”. As outras crianças da turma também participam e usam o aplicativo, o que aproxima Gustavo dos coleguinhas e possibilita uma maior socialização. “Ele agora já conversa e brinca mais e as crianças interagem melhor com ele mesmo em outras atividades diárias” diz Mônica. 

Beatriz, mãe de Gustavo, também aprovou o aplicativo: “ Ele está mais motivado para ir à escola. Antes, ele chorava e não queria entrar. Agora já entra sozinho". Além disso as atividades de dever de casa também ficaram mais tranquilas. "Respeitando o tempo dele, ele já consegue se concentrar por um período maior e faz todo dever, o que não conseguia antes dos treinos com o aplicativo”, diz a mãe.

Na avaliação da professora, o aplicativo deveria ser aperfeiçoado com mais níveis e atividades de maior grau de dificuldade. A professora ainda salientou que “a verdadeira inclusão só acontece quando todos os seus alunos são incluídos nas atividades do Gustavo assim o contrário vai acontecer naturalmente”.



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=w_-3JLz7Y-s