TECNOLOGIA A SERVIÇO DA INCLUSÃO
HAND TALK TRADUTOR DE LIBRAS
Polo – Belo Horizonte
Data 28/08/2017
O movimento pela inclusão escolar surgiu no final da década de 80 e início de 90, e tinha como objetivo inicial, fundir o ensino especial ao regular. Porém só passou a ser discutido efetivamente após a conferência mundial sobre necessidades educativas especiais.
Realizada em Salamanca na Espanha em 1994, a conferência determinou o compromisso de diversos países entre eles o Brasil, de reformular seu sistema de ensino, visando a garantia da inclusão através do acesso de pessoas com necessidades educativas especiais no universo da escola comum, garantindo assim o direito a todos a uma educação de qualidade.
Dentro desse contexto de inclusão escolar que já é uma realidade no Brasil, a professora Marina Couto que leciona na Escola Estadual Geraldo Jardim Linhares, em Belo Horizonte, se deparou com a dificuldade em se comunicar com um aluno deficiente auditivo.
Bruno, o aluno em questão, tem 15 anos de idade, é inteligente e muito dedicado aos estudos, porém ele tem uma deficiência auditiva profunda, sendo assim, ele não percebe nenhum som, só se comunica na língua de sinais.
Logo no início do ano letivo, a professora já percebeu uma certa dificuldade em manter o Bruno na mesma sintonia do restante dos colegas de sala, sem uma atenção especial, e com isso, foi inevitável um atraso no andamento do ensino, devido a inevitáveis e longas interrupções para tentar fazer com que o aluno surdo participasse das aulas.
Como a maioria dos professores no Brasil, a professora Marina não tem conhecimento em Libras (língua Brasileira de sinais), e atribui isso a falta de tempo para aprimorar seus conhecimentos e também por se sentir sobrecarregada com todos o s afazeres que circundam a preparação de aulas.
Não vendo outra saída para esse impasse, tentou várias formas de comunicação com esse aluno, gestos, leitura labial, mímicas e objetos sem muito sucesso. Depois de varias pesquisas na internet, encontrou diversos textos, vídeos e aplicativos, entre eles um tradutor de Libras, o Hand Talk (conversa a mão), ele é um aplicativo gratuito, e tem uma metodologia simples e fácil.
criado em 2012, o aplicativo Hand Talk realiza tradução digital de forma automática para a língua de sinais. Utilizado pela comunidade surda, ele oferece entre outras vantagens uma melhor comunicação entre surdos e ouvintes, é uma ferramenta complementar de comunicação, um facilitador para ouvintes que não tem conhecimento em língua de sinais, basta falar a apalavra, que um professor virtual chamado Hugo, traduz instantaneamente, na tela do dispositivo.
Com o objetivo prático alcançado, que seria a comunicação com o aluno Bruno, a professora Marina conseguiu de forma surpreendente através do lúdico, uma interação com toda a sala de aula.
Em poucos dias todos os alunos estavam mais próximos ao Bruno, querendo que ele traduzisse nomes, objetos e diversas outras palavras, causando assim uma inclusão natural, que superou todas as expectativas.

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