AIPOLY – APLICATIVO QUE
FAZ CEGO ´´VER´´
Por Lilian Georgina de Oliveira Alves,
RU 1946440
Rosângela Nunes de Andrade, RU 1807691
Polo – The Best - Centro
Data: 11/09/2017
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Fonte: http://www.sembarreiras.jor.br/
A professora Ana Rabelo, do
ensino fundamental da Escola Prosseguindo em Aprender de Belo Horizonte,
trouxe uma grande novidade aos alunos com deficiência visual. Ela apresentou
para sua turma um aplicativo que facilita a vivência dos alunos cegos,
dentro e fora da sala de aula. O aplicativo é conhecido como Aipoly Vision. Um
aplicativo de inteligência artificial que os ajuda a reconhecer cores, objetos,
comidas e tudo que está em sua volta.
Alberto Rizzoli, Marita
Cheng e Simon Edwardsson, acadêmicos da instituição Singularity university no
Vale do Silício, patrocinados pela NASA e pela Google, desenvolveram um
aplicativo para deficientes visuais. Criado em 2015, a ideia veio a partir de
um amigo de infância de Rizzoli que ficou cego em um acidente de caça. Seu
amigo sempre lhe pedia ajuda para descrever o que havia ao redor dele. Foi a
partir dessa reflexão que veio a ideia de criar o aplicativo que transforma
imagem em som. Seu manuseio é muito simples. Pode ser usado por qualquer um, de
qualquer idade, apenas direcionando a câmera do smartphone para o que está à
frente, e o aplicativo diz o que é em voz audível. Pode até mesmo identificar a
cor do cabelo do coleguinha na sala de aula e objetos, como por exemplo:
carteira, computador, caneta, maçã verde, sanduíche...
Os alunos estão tendo
grande proveito ao usar o aplicativo Aipoly na Escola Prosseguindo em Aprender,
principalmente nas aulas de artes, reconhecendo as cores, sabendo qual é cada
uma delas, brincando e aprendendo com suas tonalidades que até então não tinham
como identificar. Além disso, são ajudados a saber onde estão todas as coisas,
e como é tudo ao redor. Facilita-se até mesmo o trajeto do aluno até a escola,
reconhecendo empecilhos para sua caminhada nas ruas. Com essa tecnologia,
portanto, reconhecem animais, árvores, até mesmo degraus que podem atrapalhar a
caminhada no dia a dia do deficiente visual. Uma espécie de 'leitor' do mundo
ao seu redor.
O aplicativo analisa em
tempo real o que a câmera filma e diz para o usuário o que é. Basta somente que
o usuário baixe em seu celular o software gratuitamente que está disponível
para Iphone, Iphod touch e Ipad. Sem nenhum treinamento ou curso, o Aipoly
vision identifica várias centenas de objetos sem que seja preciso tirar fotos.
E também sem uso de internet.
A tecnologia deixou a
vida mais fácil, e se essa inovação ajuda quem realmente precisa, melhor ainda.
Cada dia que passa, o aplicativo é descoberto por mais pessoas, que leva a
novidade para dentro das escolas e salas de aula facilitando muito a vida dos
alunos cegos. Sendo muito importante na vida de cada deficiente, na vivência no
mundo hoje.
Segundo dados da
organização mundial da saúde, existem cerca de 285 milhões de deficientes
visuais em todo o mundo. Todos eles poderão ser beneficiados com esse novo
aplicativo como ferramenta de inclusão. Até os daltônicos serão beneficiados,
já que o aplicativo reconhece quase mil cores.
Reconhecendo que o
aplicativo não é perfeito e precisa melhorar ainda mais, os criadores continuam
estudando maneiras de torná-lo ainda mais funcional, futuramente como auxílio
para aulas de português e línguas estrangeiras, para que, com a mesma
inteligência artificial, o Aipoly seja também destinado para crianças com
deficiência, com possibilidades concomitantes de aprender nomes e sons de
coisas e objetos, bem como suas pronúncias corretas. Acreditam que ele será
capaz de identificar também cenas complexas, melhorando a vida de seu usuário e
ainda mais nas salas de aula.
O educador com essa
ferramenta de auxilio, consegue ter um trabalho diferenciado com alunos
deficientes visuais, como os alunos da Escola Prosseguindo em Aprender que
responde positivamente as aulas da professora Ana.
"Todos os aspectos
das nossas vidas serão transformados pela inteligência artificial, e isso pode
ser o maior evento da história da nossa civilização."

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