quarta-feira, 13 de setembro de 2017

PROFESSOR REVOLUCIONA O ENSINO DA MATEMÁTICA
Por Laurilene Regina Batista, RU1406007
The Best – Belo Horizonte
Data 04/09/2017

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,20520600

De acordo com a Constituição Federal, todos têm direito a educação (art.205). Os alunos devem ser matriculados em classe comuns, sem distinção e tendo o apoio necessário. Pelo art.8º da Lei 7.853/89, nenhuma escola pode negar-se a receber um aluno com deficiência.
Mas, infelizmente, dentro de nossas escolas, sejam elas públicas ou particulares, nem sempre   encontramos a estrutura adequada para receber alunos com algum tipo de deficiência, sobretudo deficientes visuais. Ficando a cargo do professor usar sua criatividade para encontrar meios e métodos para a inclusão desses alunos. Se tornando uma tarefa difícil o aprendizado desses alunos.
Não foi diferente com a professora Claudia Nathalia Gomes, que leciona na Escola Estadual do Carmo, para as turmas do ensino fundamental 2 (do 6º ao 9º ano). Ela se deparou com a dificuldade de ensinar matemática para um aluno que vinha do APAE. Realizou testes com ele e descobriu que ele não tinha noção das contas básica. Surgiu então o seu grande desafio: como ensinar matemática para um aluno com deficiência visual? Ela tentou vários métodos, tampinhas, bolinhas de gude, palitos, ábaco, entre outros, teve um resultado satisfatório, conseguindo assim que ele aprendesse as equações básicas, mas quando chegou nas equações mais difíceis ela não teve êxito. Veio então a frustração, e o sentimento de incompetência. Vendo o quanto foi importante para o desenvolvimento de aquele aluno aprender a matemática, as perspectivas dele, a satisfação de acompanhar os outros alunos da classe e como ele se desenvolveu. Como ele seria aprovado para o próximo ano sem saber as equações seguintes?
Não satisfeita com a situação, resolveu então pesquisar na internet e encontrou um site sobre o professor Rubens Ferronato, da Faculdade de Ciências Aplicadas de Cascavel, que em 06 de fevereiro do ano de 2000, descobriu através de uma placa para exposição de ferramentas, argolas, pinos e elásticos, criou um recurso para ensinar seu aluno que era deficiente visual, figuras geométricas, cálculos de áreas, funções, divisão de polígonos trigonometria, gráficos e muito mais! A este sistema de aprendizado o professor deu o nome de Multiplano, pelas múltiplas funções aplicadas a sua invenção.
Foi então que Claudia viu a solução para seu problema. E a satisfação de ver um aluno se desenvolver não tem preço para um educador. E ao ver a satisfação do aluno, e a dedicatória dele “graça a Deus e a minha querida professora Claudia, posso até pensar em fazer uma faculdade, e ela não só ajudou a mim, mas a muitos outros que viram após mim”


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