PROFESSOR REVOLUCIONA O
ENSINO DA MATEMÁTICA
Por Laurilene Regina Batista, RU1406007
The Best – Belo Horizonte
Data 04/09/2017
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,20520600
De acordo com a
Constituição Federal, todos têm direito a educação (art.205). Os alunos devem
ser matriculados em classe comuns, sem distinção e tendo o apoio necessário.
Pelo art.8º da Lei 7.853/89, nenhuma escola pode negar-se a receber um aluno
com deficiência.
Mas, infelizmente, dentro
de nossas escolas, sejam elas públicas ou particulares, nem sempre encontramos a estrutura adequada para receber
alunos com algum tipo de deficiência, sobretudo deficientes visuais. Ficando a
cargo do professor usar sua criatividade para encontrar meios e métodos para a
inclusão desses alunos. Se tornando uma tarefa difícil o aprendizado desses
alunos.
Não foi diferente com a
professora Claudia Nathalia Gomes, que leciona na Escola Estadual do Carmo, para
as turmas do ensino fundamental 2 (do 6º ao 9º ano). Ela se deparou com a
dificuldade de ensinar matemática para um aluno que vinha do APAE. Realizou
testes com ele e descobriu que ele não tinha noção das contas básica. Surgiu
então o seu grande desafio: como ensinar matemática para um aluno com
deficiência visual? Ela tentou vários métodos, tampinhas, bolinhas de gude, palitos,
ábaco, entre outros, teve um resultado satisfatório, conseguindo assim que ele
aprendesse as equações básicas, mas quando chegou nas equações mais difíceis
ela não teve êxito. Veio então a frustração, e o sentimento de incompetência.
Vendo o quanto foi importante para o desenvolvimento de aquele aluno aprender a
matemática, as perspectivas dele, a satisfação de acompanhar os outros alunos
da classe e como ele se desenvolveu. Como ele seria aprovado para o próximo ano
sem saber as equações seguintes?
Não satisfeita com a
situação, resolveu então pesquisar na internet e encontrou um site sobre o
professor Rubens Ferronato, da Faculdade de Ciências Aplicadas de Cascavel, que
em 06 de fevereiro do ano de 2000, descobriu através de uma placa para
exposição de ferramentas, argolas, pinos e elásticos, criou um recurso para ensinar
seu aluno que era deficiente visual, figuras geométricas, cálculos de áreas, funções,
divisão de polígonos trigonometria, gráficos e muito mais! A este sistema de
aprendizado o professor deu o nome de Multiplano, pelas múltiplas funções
aplicadas a sua invenção.
Foi então que Claudia viu
a solução para seu problema. E a satisfação de ver um aluno se desenvolver não
tem preço para um educador. E ao ver a satisfação do aluno, e a dedicatória
dele “graça a Deus e a minha querida professora Claudia, posso até pensar em
fazer uma faculdade, e ela não só ajudou a mim, mas a muitos outros que viram
após mim”


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