Shirley Ferreira Ruas - RU: 1560704
Inclusão de alunos
em sala de aula
No Brasil é aceita a definição legal que
“considera pessoas com deficiência aquelas pertencentes aos segmentos com
déficit mental, motor, sensorial e múltiplo”. O último senso demográfico feito
em 2010, no Brasil, revelou segundo dados do IBGE (2010), que 23,9% dos
brasileiros possuem algum tipo de deficiência entre branda e severa e que a
deficiência visual é a ocorrência mais comum registrando índices de 18,8 % dos
entrevistados.
Outros tipos de deficiências registradas na
pesquisa, em grau de ocorrência no país são as deficiências; motoras; auditivas
e a deficiência mental ou intelectual. A deficiência motora foi apontada como a
segunda maior incidência entre os entrevistados, sendo que mais de 13,2 milhões
de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, o que equivale a 7% dos
brasileiros.
A deficiência auditiva atinge 5,1% da
população e a deficiência mental ou intelectual menos de 2%. Conforme o
relatório Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF,
divulgada pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) e adotada pelo IBGE para o censo,
de 2010, no país.
A política de inserção dos deficientes na
sociedade, criada pelo governo, tem trazido bons resultados, mas ainda são
insuficientes para ampliar e garantir o acesso do deficiente a mesma condição
de uma pessoa sem deficiência. As leis de inclusão são recentes, e somente na
Constituição de 1998 foi modificado o pensamento assistencialista em relação
aos deficientes, visto que as primeiras constituições definiam o deficiente
como incapaz e, portanto sem direitos.
Diante do grande número de crianças que são
portadoras de alguma deficiência, pais, professores, Estado e sociedade estão unidos
para transformar os desafios da inclusão em realidade.
Uma pessoa que faz diferença neste cenário é a
professora Maria das Graças Rezende. Através de amigos a professora,
especializada em literatura infantil, descobriu um aplicativo, que pode proporcionar
novas experiências para crianças cegas - o NVDA.
O NVDA
atua pelo meio de voz sintética permitindo que usuários cegos ou com
deficiência visual possam acessar e interagir com o sistema operacional Windows
e vários outros aplicativos. Suas principais
características incluem: a habilidade para rodar a partir de um cabo USB ou
qualquer media portátil sem a necessidade de instalação; permite navegar na
Internet com o Mozilla Firefox; possui um instalador falado, fácil de usar; funciona
com email usando-se Mozilla Thunderbird; é um suporte básico para Microsoft
Word e Excel. O aplicativo ainda faz o anúncio automático do texto onde o mouse
estiver e indicação audível opcional da posição do mouse, além de já ter sido traduzido para mais de 20 idiomas, incluindo:
Português Brasileiro, Croata, Tcheco, Finlandês, Francês, Alemão, Italiano,
Japonês, Português, Russo, Espanhol, Chinês tradicional, Polonês, Tailandês,
Ucraniano e Vietnamita.
Desta forma, a professora Maria das Graças
pode proporcionar aos seus alunos, que tem entre 5 e 6 anos de díade, uma viagem
pela internet. Ensinando através das histórias infantis um pouco da cultura e
da diversidade de outros povos.
Maria das Graças ainda propõem os primeiros
contatos com o computador, o que facilita o cotidiano das crianças, que podem
se comunicar de forma mais fácil com os colegas, e trocarem experiências e
conhecimentos entre si. Para a professora, mais que auxiliar as crianças com
deficiência visual, a experiência com o aplicativo NVDA levou outras crianças
(sem deficiência) a se conectarem melhor com os amigos e a perceberem que podem
vencer as barreiras impostas pela deficiência visual.
Para a professora levar as crianças em sala de
aula a partilhar dos mesmos recursos das crianças deficientes faz toda
diferença, pois demonstra que a escola pode criar um espaço para a construção
da cidadania baseada na convivência e no respeito às diferenças.
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