quarta-feira, 6 de setembro de 2017

EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIAS VISUAIS

Shirley Ferreira Ruas- RU:1560704


EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIAS VISUAIS:
Inclusão de alunos em sala de aula


No Brasil é aceita a definição legal que “considera pessoas com deficiência aquelas pertencentes aos segmentos com déficit mental, motor, sensorial e múltiplo”. O último senso demográfico feito em 2010, no Brasil, revelou segundo dados do IBGE (2010), que 23,9% dos brasileiros possuem algum tipo de deficiência entre branda e severa e que a deficiência visual é a ocorrência mais comum registrando índices de 18,8 % dos entrevistados.

Outros tipos de deficiências registradas na pesquisa, em grau de ocorrência no país são as deficiências; motoras; auditivas e a deficiência mental ou intelectual. A deficiência motora foi apontada como a segunda maior incidência entre os entrevistados, sendo que mais de 13,2 milhões de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, o que equivale a 7% dos brasileiros.

A deficiência auditiva atinge 5,1% da população e a deficiência mental ou intelectual menos de 2%. Conforme o relatório Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF, divulgada pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) e adotada pelo IBGE para o censo, de 2010, no país.

A política de inserção dos deficientes na sociedade, criada pelo governo, tem trazido bons resultados, mas ainda são insuficientes para ampliar e garantir o acesso do deficiente a mesma condição de uma pessoa sem deficiência. As leis de inclusão são recentes, e somente na Constituição de 1998 foi modificado o pensamento assistencialista em relação aos deficientes, visto que as primeiras constituições definiam o deficiente como incapaz e, portanto sem direitos.

Diante do grande número de crianças que são portadoras de alguma deficiência, pais, professores, Estado e sociedade estão unidos para transformar os desafios da inclusão em realidade.

Uma pessoa que faz diferença neste cenário é a professora Maria das Graças Rezende. Através de amigos a professora, especializada em literatura infantil, descobriu um aplicativo, que pode proporcionar novas experiências para crianças cegas - o NVDA.

O NVDA atua pelo meio de voz sintética permitindo que usuários cegos ou com deficiência visual possam acessar e interagir com o sistema operacional Windows e vários outros aplicativos. Suas principais características incluem: a habilidade para rodar a partir de um cabo USB ou qualquer media portátil sem a necessidade de instalação; permite navegar na Internet
com o Mozilla Firefox; possui um instalador falado, fácil de usar; funciona com email usando-se Mozilla Thunderbird; é um suporte básico para Microsoft Word e Excel. O aplicativo ainda faz o anúncio automático do texto onde o mouse estiver e indicação audível opcional da posição do mouse, além de já ter sido traduzido para mais de 20 idiomas, incluindo: Português Brasileiro, Croata, Tcheco, Finlandês, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Português, Russo, Espanhol, Chinês tradicional, Polonês, Tailandês, Ucraniano e Vietnamita.

Desta forma, a professora Maria das Graças pode proporcionar aos seus alunos, que tem entre 5 e 6 anos de díade, uma viagem pela internet. Ensinando através das histórias infantis um pouco da cultura e da diversidade de outros povos.

Maria das Graças ainda propõem os primeiros contatos com o computador, o que facilita o cotidiano das crianças, que podem se comunicar de forma mais fácil com os colegas, e trocarem experiências e conhecimentos entre si. Para a professora, mais que auxiliar as crianças com deficiência visual, a experiência com o aplicativo NVDA levou outras crianças (sem deficiência) a se conectarem melhor com os amigos e a perceberem que podem vencer as barreiras impostas pela deficiência visual.

Para a professora levar as crianças em sala de aula a partilhar dos mesmos recursos das crianças deficientes faz toda diferença, pois demonstra que a escola pode criar um espaço para a construção da cidadania baseada na convivência e no respeito às diferenças.

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