TECLAS QUE AUXILIAM A “VER”
O MUNDO
Por Geane Aparecida Alves, 1101525
Polo – The Best - Belo Horizonte
Data 05/09/2017
Imagem:
site https://www.bcprodutos.com.br/produtos/teclado-braille
O teclado em Braille surgiu
para auxiliar nas necessidades das pessoas cegas, esse hardware permite colar
adesivos com nomes ou funções das teclas, além do sinalizador
nas letras “F” e “J” e no numeral “5” que vem em todos os teclados sem
adaptação. Essa atualização trouxe consigo teclas maiores e em alguns casos
mais afastadas. Os teclados QWERTY surgiram junto com o computador na década de
40, inventados por Christopher Latham Sholes, como uma tentativa de sanar o
problema de travamento das máquinas de escrever, que atrapalhava o
rendimento do trabalho de forma geral.
Esse teclado pode ser
usado em sala de aula para os alunos de educação inclusiva e dentro das casas,
pois facilitam o acesso a escrita em qualquer computador. Os teclados normais
que tem os sinais nas teclas “F”, “J” e numeral “5”, que dão uma pequena noção
de orientação, pois se encontram, parcialmente no meio de teclado.
Antigamente, quando se
fazia o curso de datilografia, as pessoas não podiam olhar para o teclado da
máquina enquanto digitava, o que fazia com que elas conhecessem, pelo tato,
onde cada tecla/letra se encontrava.
Para uma pessoa cega,
iniciar a digitação em um teclado normal é muito difícil por não ter
sinalização adequada, porém ao iniciar a aprendizagem da digitação em um
teclado com o braile, fica bem mais simples, por causa da marcação nas teclas.
Nos casos de pessoas com baixa visão, os adesivos coloridos nas teclas ajudam
na noção de posicionamento.
Sendo o teclado a
principal fonte de entrada de dados para um computador, é importante que a
pessoa que o usar, tenha facilidade em concluir seu objetivo, seja fazer uma
pesquisa, digitar um texto, fazer uma planilha com inserção de numerais e
operações, organizar o computador ou jogar.
Com o passar do tempo, a pessoa conhece, pelos dedos,
onde está cada tecla. O teclado não é o único meio de entrada de um computador,
porém o foco aqui é somente o ele como forma de entrada de dados.
Na escola Tia Martha Assumpção, um sistema de teclado em
braile foi implantado para auxiliar os alunos de informática cegos. Os alunos
aprendem a fazer digitação usando esse teclado com marcação em braile e já
começam a pegar agilidade na digitação e no conhecimento das teclas. Esse
teclado é usado para diversão das crianças onde elas jogam alguns jogos
específicos que usam somente o teclado. Os jogos disponíveis pra esse tipo de
acessibilidade são joguinhos mais simples, instrutivos que, ao mesmo tempo
divertem as crianças, as ajudam a aprender novas palavras, fazerem novas
combinações.
A combinação entre diversão, coordenação e instrução é
muito valiosa para essas crianças que encontram muitas dificuldades de
aprendizagem por não terem muitas ferramentas disponíveis no mercado para
atenderem suas demandas especiais.
Além do braile que ajuda quem sabe ler o método, tem as
teclas com sinalizadores. Essas teclas são maiores do que as dos teclados
convencionais e contem adesivos bem coloridos com as letras em destaque, as
letras são de tamanho maior e cores mais vivas, essa disposição entre cores
vivas, letras e teclas maiores ajudam muito as pessoas de terceira idade com baixa
visão e com mais dificuldades de aprendizagem e adaptação ás novas tecnologias.
Se ingressar no mundo digital não é muito simples pra quem é da era analógica,
as pessoas da terceira idade tem maior dificuldade do que qualquer outra pessoa
pra ingressar nesse mundo, mas com esses métodos, ás vezes até um pouco
improvisado, o que é o caso dos sinalizadores de silicone colocados sobre as
teclas com as letras maiores, tudo fica passos mais próximos de integração e
evolução.
No caso da terceira
idade, não há tanta dificuldade de aprendizagem, o que falta é o contato e
alguém que os ajude a dar os primeiros passos em direção das tecnologias da
informação e dispositivos facilitadores desse acesso. É tanto um meio de
instrução como meio de diversão, aprender a digitar, não importa a idade, pode
ser considerado um jogo, existem regras para específicas para posicionamento
dos dedos nas teclas, o que ajuda a ter uma velocidade maior e não causar dores
em alguns dedos, quando se usam os dez dedos das mãos para digitar, além da
velocidade e precisão, a possibilidade de erro é muito menor.
Ainda que seja um pouco
improvisado e mesmo poucas unidades em relação a grande demanda existente, os
teclados portadores de teclas sinalizadoras, braile, teclas e letras maiores contribuem
muito pra crianças e idosos em direção ao mundo tecnológico que tanto tem a
contribuir com sua inclusão e aprendizado.

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