Ver e sentir o mundo
apenas através de um toque
Por: Wandra Lara de Souza, RU 1361880
Polo – The Best – Belo Horizonte
Data 10/08/2017

Fonte:
3dprinting
A impressora 3D e suas possibilidades de
inclusão de deficientes visuais na leitura através de impressão de personagens
e cenários.
De acordo com um comum dicionário, a ciência pode ser definida como o
“conjunto de conhecimentos exatos e sistemáticos da realidade, decorrente de
estudos, observações e experimentos”. Esse processo é trabalhoso e, às vezes,
frustrante. Cientistas passam semanas, meses e até anos observando e realizando
experiências. Algumas vezes, eles deparam com problemas sem solução, mas em
muitos casos seu trabalho traz benefícios para a humanidade.
Um maravilhoso exemplo é a impressora 3D,
ela foi criada pelo inventor Chuck Hull. A impressora 3D pode parecer uma
novidade, mas a tecnologia já completou 30 anos.
Nos dias de hoje é possível adquirir
essa maravilhosa invenção por valores
acessíveis, comparados a situações anteriores, encontrados com cada vez
mais facilidade em empresas,
escritório de design e de arquitetura, na
área da saúde, educação e, em alguns casos, em
residências.
Um dos aspectos importantes dessa máquina
se encontra no campo da educação. As escolas tem uma função de democratização
do saber, por isso a impressora 3D pode ajudar os alunos de inclusão na
capacidade de interpretar a realidade e interagir com está, de forma crítica,
consciente e produtiva.
Para expandir o conhecimento de todos, os
cientistas estão pesquisando mais fundo o uso da impressora 3D. Por exemplo: é difícil imaginar como é nascer
sem visão ou ficar cego mais tarde na vida, mas aparelhos como a impressora 3D
tem tido importantes avanços na forma como pessoas com deficiência visual perceberem
o ambiente.
A técnica funciona assim: por meio da
impressão 3D, as ilustrações comuns dos livros infantis – forma física dos
personagens, cenários e objetos determinantes para a história, por exemplo –
foram transformadas em modelos táteis de três dimensões, que estimulam as crianças
com deficiência visual enquanto pais ou professores leem a história.
Fora do país esse método já é usado, aqui no
Brasil temos a designer Eva Sbaraini que transformou os personagens da história
famosa “O pequeno Príncipe” em modelos de impressão 3D para crianças cegas.
Basicamente as impressoras 3D são recursos tecnológicos que podem dar vida a
muitos dos temas abordados pelos professores em sala de aula. Assim um aluno
cego pode interagir de igual para igual com os seus colegas. Segundo Eva
Sbaraini: “O conceito inicial por trás da transformação das ilustrações de 2D
para 3D era criar recursos para melhorar a experiência de leitura para os cegos
e pessoas com visão parcial através da materialização de ilustrações e gráficos
de histórias famosas da literatura universal em objetos táteis e com relevos”
Esse método demonstrou que é importante se
respeite a diversidade humana e que as inovações tecnológicas sejam para uso de
todos. De várias formas, a ciência tem uma influência positiva na vida de todos
nós.
É um novo caminho para aproximar crianças
com deficientes visuais ao mundo da leitura. O processo possui 3 passos: na
primeira etapa utiliza uma imagem bidimensional convencional e a converte para
dados 3D. Uma vez que os dados tenham sido convertidos e enviados para uma
máquina que esculpe os dados em um bloco de substrato. Isso infere tamanho,
largura, profundidade e textura à imagem. Após ter sido esculpida, a imagem
passa por um processo de impressão, onde é ajustada para registro perfeito. O
resultado disso é uma cópia tridimensional com tamanho, largura, profundidade e
textura.
Na leitura (em braile) dos diversos tipos
de texto, o aluno vai estabelecendo sentidos de acordo com sua experiência de
leitura e com as ilustrações o texto apresenta outras possibilidades de
interpretação.
O professor de português depois desse novo
modelo de tecnologia pode trabalhar e avaliar a oralidade das crianças, bem
como a leitura, considerando a participação individual do aluno, a formulação e
a exposição de modo claro. Outro ponto importante é a fluência e a objetividade
da fala, como captar as próprias ideias dos alunos juntamente com a capacidade
de analisar, refletir, narrar, e reproduzir um texto a partir da sua leitura e
dá sua percepção das ilustrações.
Concluímos que é fundamental ampliar o
conhecimento tecnológico, desenvolver softwares e testar formas de atuação
junto às pessoas com deficiência que viabilizem a verdadeira inclusão digital.
Por enquanto para algumas escolas é apenas um sonho conseguir adquirir essa
máquina, mas muitos empresários já estão em busca de faz com que todas as
instituições possam ter uma impressora 3D. Essa nova tecnologia tem permitido
que algumas crianças possam sentir e sonhar apenas com o toque de suas mãos. É
uma nova proposta, mas permite que o deficiente visual desenvolva uma percepção
de alguns objetos, possibilitando perceber ou conhecer o mundo à sua volta.

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