ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL POR MEIO DE SOFTWARE
Por: Rejane Silva de Matos
Polo: The Best – Belo Horizonte
Data: 24/08/2017
Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/
Apesar dos avanços nas
áreas tecnológicas e também no que diz respeito à inclusão das pessoas
portadoras de algum tipo de necessidade especial, ainda são grandes os desafios
a serem superados. Incluir a todos de maneira que esses indivíduos possam não
apenas estar inseridos no ambiente escolar, mas também poder participar da aula
e, sobretudo aprender, colaborando no desenvolvimento de seu relacionamento com
as pessoas a sua volta. Usar a tecnologia é estimular o aprendizado e assim incluir
os indivíduos que possuem alguma necessidade especial no ambiente escolar. Por
isso é importante que a ferramenta escolhida promova a interação entre as
crianças, os jovens e também adultos de forma lúdica, que contribuam para o seu
desenvolvimento. Pessoas que possuem a deficiência intelectual, não
restringindo apenas pessoas com Síndrome de Down, mas sim a todos que têm dificuldades
cognitivas de aprendizagem, necessitam de uma atenção especial por parte dos
professores, pedagogos e também toda a sociedade em que estão inseridas.
Pensando na questão do desenvolvimento das pessoas que possuem a deficiência
intelectual, que alunos da Universidade de Brasília (UnB) criaram e também distribuíram
gratuitamente uma ferramenta inovadora para alfabetizar jovens e adultos
identificados com essa necessidade. Fugindo de métodos tradicionais e da
infantilização, comuns nos materiais convencionais usados nesse processo, o
software educacional auxilia os professores a ensinar palavras, expressões e
até códigos matemáticos a esses estudantes. Sucesso nas escolas de Brasília, o
programa deve ser distribuído por todo o País. O Projeto Participar, como foi
nomeado, traz informações sobre as letras do alfabeto exemplos de objetos nos
quais elas são utilizadas. Além disso, apresenta exercícios em que os alunos
devem escrever o nome dos objetos que aparecem nas fotos. O programa também
oferece lições e exercícios, que ensinam os estudantes a compreender as letras
do teclado, formar palavras e os estimulam a bater papo com outros jovens,
participar de redes sociais. Todas as atividades são sugeridas em mais de 600
vídeos gravados por estudantes com Síndrome de Down. “Nosso desafio era
produzir uma ferramenta que não fosse pesada e pudesse ser usada em
computadores mais simples. Nosso objetivo sempre foi distribuir o software
gratuitamente às famílias, organizações não-governamentais e escolas”, conta
Wilson Henrique Veneziano, professor do Departamento de Ciência da Computação
da UnB e coordenador do projeto. Até aqui, ele e a idealizadora pedagógica da
ferramenta, Maraísa Helena Pereira, pagaram tudo do próprio bolso, pois o
programa possui alto custo financeiro. “Eles se enxergam como pares e se sentem
capazes também, já que quem está passando a lição é outro colega”, A proposta
dos criadores do programa é contribuir, sobretudo, para a inserção social
desses jovens. A pedagoga faz questão de ressaltar que a ferramenta não é para
“letramento” dos alunos, mas para inserir o estudante em uma vida social e no
mundo da tecnologia.
Em nossos dias atuais cada vez mais se faz
presente a inclusão das pessoas que possuem necessidades especiais nas escolas,
no mercado de trabalho e também no convívio social com os outros indivíduos. E
é pensando nesses aspectos que buscamos trabalhar com ferramentas pedagógicas
que buscam o desenvolvimento de todos que possuem a deficiência intelectual.
Como muitas das escolas em nosso estado contam com uma sala de informática para
seus alunos utilizarem, se torna fácil o desenvolvimento do projeto. Como já
mencionado, o projeto participar é uma ferramenta simples, podendo ser
instalada em qualquer computador e conta com vários mecanismos que auxilia na
formação dos alunos especiais. Além de jogos, lições e exercícios que trabalham
seu raciocínio e aprendizado, os alunos também são incentivados á interagir com
as outras pessoas, através das redes sociais, tornando-os participativos nesse
meio que se torna cada vez mais presente
nas nossas sociedades.
Um
exemplo de instituição que trabalha a inclusão das pessoas com necessidades
especiais é o CAIS. O CAIS – Centro de Atendimento e Inclusão Social é uma organização sem fins
econômicos, que trabalha em prol da inclusão da pessoa com deficiência na
sociedade. Busca promover um novo olhar sobre a deficiência, através do
atendimento especializado e da promoção à saúde.
O
CAIS teve seu trabalho em prol da inclusão escolar reconhecido pelo Ministério
da Educação em 2005, quando o Órgão publicou sua experiência como parâmetro
para o atendimento educacional especializado de todo o País. Desde 1997, o CAIS
realiza um trabalho intenso a favor da inclusão profissional de pessoas com
deficiência, atuando na formação dessas pessoas e no acompanhamento de sua
inclusão nas empresas. Essa ação tem resultado em uma maior empregabilidade de
jovens e adultos.

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