quarta-feira, 13 de setembro de 2017

ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL POR MEIO DE SOFTWARE

Por: Rejane Silva de Matos
Polo: The Best – Belo Horizonte
Data: 24/08/2017








Apesar dos avanços nas áreas tecnológicas e também no que diz respeito à inclusão das pessoas portadoras de algum tipo de necessidade especial, ainda são grandes os desafios a serem superados. Incluir a todos de maneira que esses indivíduos possam não apenas estar inseridos no ambiente escolar, mas também poder participar da aula e, sobretudo aprender, colaborando no desenvolvimento de seu relacionamento com as pessoas a sua volta. Usar a tecnologia é estimular o aprendizado e assim incluir os indivíduos que possuem alguma necessidade especial no ambiente escolar. Por isso é importante que a ferramenta escolhida promova a interação entre as crianças, os jovens e também adultos de forma lúdica, que contribuam para o seu desenvolvimento. Pessoas que possuem a deficiência intelectual, não restringindo apenas pessoas com Síndrome de Down, mas sim a todos que têm dificuldades cognitivas de aprendizagem, necessitam de uma atenção especial por parte dos professores, pedagogos e também toda a sociedade em que estão inseridas. Pensando na questão do desenvolvimento das pessoas que possuem a deficiência intelectual, que alunos da Universidade de Brasília (UnB) criaram e também distribuíram gratuitamente uma ferramenta inovadora para alfabetizar jovens e adultos identificados com essa necessidade. Fugindo de métodos tradicionais e da infantilização, comuns nos materiais convencionais usados nesse processo, o software educacional auxilia os professores a ensinar palavras, expressões e até códigos matemáticos a esses estudantes. Sucesso nas escolas de Brasília, o programa deve ser distribuído por todo o País. O Projeto Participar, como foi nomeado, traz informações sobre as letras do alfabeto exemplos de objetos nos quais elas são utilizadas. Além disso, apresenta exercícios em que os alunos devem escrever o nome dos objetos que aparecem nas fotos. O programa também oferece lições e exercícios, que ensinam os estudantes a compreender as letras do teclado, formar palavras e os estimulam a bater papo com outros jovens, participar de redes sociais. Todas as atividades são sugeridas em mais de 600 vídeos gravados por estudantes com Síndrome de Down. “Nosso desafio era produzir uma ferramenta que não fosse pesada e pudesse ser usada em computadores mais simples. Nosso objetivo sempre foi distribuir o software gratuitamente às famílias, organizações não-governamentais e escolas”, conta Wilson Henrique Veneziano, professor do Departamento de Ciência da Computação da UnB e coordenador do projeto. Até aqui, ele e a idealizadora pedagógica da ferramenta, Maraísa Helena Pereira, pagaram tudo do próprio bolso, pois o programa possui alto custo financeiro. “Eles se enxergam como pares e se sentem capazes também, já que quem está passando a lição é outro colega”, A proposta dos criadores do programa é contribuir, sobretudo, para a inserção social desses jovens. A pedagoga faz questão de ressaltar que a ferramenta não é para “letramento” dos alunos, mas para inserir o estudante em uma vida social e no mundo da tecnologia.
 Em nossos dias atuais cada vez mais se faz presente a inclusão das pessoas que possuem necessidades especiais nas escolas, no mercado de trabalho e também no convívio social com os outros indivíduos. E é pensando nesses aspectos que buscamos trabalhar com ferramentas pedagógicas que buscam o desenvolvimento de todos que possuem a deficiência intelectual. Como muitas das escolas em nosso estado contam com uma sala de informática para seus alunos utilizarem, se torna fácil o desenvolvimento do projeto. Como já mencionado, o projeto participar é uma ferramenta simples, podendo ser instalada em qualquer computador e conta com vários mecanismos que auxilia na formação dos alunos especiais. Além de jogos, lições e exercícios que trabalham seu raciocínio e aprendizado, os alunos também são incentivados á interagir com as outras pessoas, através das redes sociais, tornando-os participativos nesse meio  que se torna cada vez mais presente nas nossas sociedades.
 Um exemplo de instituição que trabalha a inclusão das pessoas com necessidades especiais é o CAIS. O CAIS – Centro de Atendimento e Inclusão Social é uma organização sem fins econômicos, que trabalha em prol da inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. Busca promover um novo olhar sobre a deficiência, através do atendimento especializado e da promoção à saúde.
O CAIS teve seu trabalho em prol da inclusão escolar reconhecido pelo Ministério da Educação em 2005, quando o Órgão publicou sua experiência como parâmetro para o atendimento educacional especializado de todo o País. Desde 1997, o CAIS realiza um trabalho intenso a favor da inclusão profissional de pessoas com deficiência, atuando na formação dessas pessoas e no acompanhamento de sua inclusão nas empresas. Essa ação tem resultado em uma maior empregabilidade de jovens e adultos.



Nenhum comentário:

Postar um comentário